Sua carreira tem um dono: Você!
por Carlos Alberto Schütz
A carreira de cada um de nós depende da maneira como a construímos, do tempo que levamos e das atitudes que tomamos.

Houve um tempo em que quem cuidava da carreira das pessoas era o empregador, a era do paternalismo, precisávamos de alguém para nos cuidar... E emprego bom era aquele que propiciava mais possibilidades de realização de cursos, seminários e treinamentos. Porém, não raro, se verificava que a velocidade que as pessoas eram treinadas, não era a mesma com que eram aproveitadas, gerando frustração e desmotivação. 

Logo se percebeu que muita gente colocou sua carreira nas mãos das empresas. O que se via então eram profissionais realizando eventos de qualquer espécie mesmo que estes novos conhecimentos adquiridos em nada pudessem agregar em sua carreira. Todavia, estes cursos “extracurriculares” tentavam mascarar uma pseudo “experiência” em geral, difícil de comprovar na prática.

A década iniciada nos anos 90 foi particularmente extraordinária. A abertura de mercado, principalmente da indústria automotiva e o advento da internet deram uma reviravolta no mundo dos empregos. Grandes corporações, carregadas em suas estruturas verticais tiveram que cortar custos. A terceirização e a especialização mostraram que vieram para ficar. As estruturas pesadas, paquidermes e ineficientes sucumbiram frente a um consumidor mais exigente, atualizado e com capacidade de escolha

O preço de venda dos produtos migrou das planilhas de custos das fabricas para o mercado, totalmente globalizado, competitivo, altamente suscetível as nuances internacionais.

A era do paternalismo acabou e a competitividade entrou com tudo no mundo dos negócios. Muita gente ficou pelo caminho. Aqueles que burocraticamente buscaram apenas conquistar mais alguns certificados, não encontraram na nova economia, guarida a suas expectativas, pois que sua estratégia foi quebrada pela lei de mercado, agora internacional.

Naquele tempo o emprego escasseou. A economia murchou e os produtos estrangeiros de preço baixo se instalaram no País. Muitos profissionais altamente especializados perderam suas posições. 

Hoje sabemos, através de duras lições que somente a nós cabe direcionar nossa carreira. Podemos contar com a ajuda e apoio de profissionais, mas a decisão é nossa. Para onde vamos, só nós podemos decidir. Não podemos deixar o vento nos levar sem rumo. Sejamos nós mesmos os agentes da mudança, os donos de nossas carreiras e assim saberemos exatamente onde queremos chegar.

Quando toma as atitudes necessárias, francas, corajosas e desafiadoras para o desenvolvimento de sua carreira, o verdadeiro profissional percebe que somente a ele cabe a decisão que vai lhe descortinar o futuro. E para isso se prepara, estuda, participa, busca alternativas; não espera, sai na frente; não depende de ninguém, avança; oferece respostas e acima de tudo é um entusiasta, vislumbra sempre uma oportunidade e não uma crise. Motiva-se pela busca da excelência, e não se deixa abater por eventuais fracassos. 

Cabe, portanto, a cada um de nós, analisando nossa trajetória de vida, nossas experiências pessoais e profissionais, refletindo sobre os sucessos e insucessos na carreira, traçar um caminho que, muito além de buscar renda, proporcione algo ainda mais importante, a realização pessoal de fazer parte de um seleto grupo de pessoas que não espera, faz acontecer. 


Carlos Alberto Schütz
Diretor de Administração e Finanças do SENAR-RS
Vice-Presidente da AGDC (Associação Gaúcha de Desenvolvimento de Carreiras)
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